Anjo da minha poesia. Vem que nem furacão. Mata o que há de ruim. Renasce e acorda. Parece que depois de muito tempo abri os olhos novamente. Estive num eterno desacordar de sentimentos. Vivendo entre o que existe e o que deixou de existir. Boiando nas nuvens como um barco largado por um marinheiro cansado de tentar. Desculpa minha estranheza, calor no coração é algo com que não venho convivendo há muito. Me deixei esquecer como era estar aquecida e borbulhante ao encostar meu rosto no seu e permitir minha voz passear pela sua pele. Nunca esteve tão certa como antes. Te dou toda a razão.
(tava largado nos rascunhos, mas achei tão bonito)
sábado, 26 de setembro de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
O pior 1/4 de sonho que já tive na minha vida
No banheiro, alterada, na sacola preta pego a garrafa pra encher com água. Meus olhos com muita dificuldade se mantém abertos. "Tenho que parar com isso. Vulnerabilidade consciente não é do meu feitio". Tomada a decisão, me viro pro espelho ao meu lado esquerdo pra me olhar nos olhos e fincar minha palavra, e vejo meu reflexo que não me mostra com a sacola preta e a garrafa na mão. Um flash: eu, de rosto virado, braços na vertical, recusando a me ver naquele estado. Penso que por um momento me decepcionei muito comigo mesma. Meu corpo cai em câmera lenta com muita dor. Nos olhos, o horror me invade. Minha boca aberta para gritar em oitenta decibéis, mas nenhum som sai. Vejo gente passando pela porta e não consigo me redimir por um socorro. Estou presa no terror da negação, com a cabeça no chão, os músculos contraem e, nem mesmo o que é meu me é obediente.
Entre o dormir e acordar, vi que era um sonho. Um sonho que me disse o que fazer, me mostrou o quão perdida estava. O recado foi dado. Nada mais há o que fazer agora do que me purificar.
domingo, 26 de abril de 2015
estou sentindo uma sede desconhecida.
a falta que me move, me move.
a vontade de ver o que não existe aqui nessa cidade.
essa cidade que tanto me machuca, que tanto é preenchida por mais e mais corpos que não sabem se tocar, não se cuidam, muito se destratam, muito se envenenam.
quero ouvir o que o mar tem pra me dizer.
por que o sol, tão insistente, faz questão em não deixar um só de fora.
não quero me isentar desse direito de ser, sentir e agradecer.
a falta que me move, me move.
a vontade de ver o que não existe aqui nessa cidade.
essa cidade que tanto me machuca, que tanto é preenchida por mais e mais corpos que não sabem se tocar, não se cuidam, muito se destratam, muito se envenenam.
quero ouvir o que o mar tem pra me dizer.
por que o sol, tão insistente, faz questão em não deixar um só de fora.
não quero me isentar desse direito de ser, sentir e agradecer.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Seu discurso libertário acho que não faz mais sentido.
Você tenta, sem êxito, provar que pode fazer o que quiser mas acaba sempre caindo em sua própria armadilha. Não aguenta passar por tudo o que profere.
Uma, duas ou até três vezes é bom. Frio na barriga. Cheiro de perigo. Romance esquecido. Dá um gostinho de fazer. No final, pra quê? Não tem coragem nem de encarar seu tal sem lembrar do esquecido.
Você tenta, sem êxito, provar que pode fazer o que quiser mas acaba sempre caindo em sua própria armadilha. Não aguenta passar por tudo o que profere.
Uma, duas ou até três vezes é bom. Frio na barriga. Cheiro de perigo. Romance esquecido. Dá um gostinho de fazer. No final, pra quê? Não tem coragem nem de encarar seu tal sem lembrar do esquecido.
terça-feira, 11 de março de 2014
De certo
Quando o coração distância
As vozes aumentam
No estômago ânsia
Olhos não deleitam
Me deito, escrevo
Em seu peito, esqueço
Cheiro de flor
De certo, nem sinto mais dor
As vozes aumentam
No estômago ânsia
Olhos não deleitam
Me deito, escrevo
Em seu peito, esqueço
Cheiro de flor
De certo, nem sinto mais dor
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Ela é minha vizinha. Sempre é educada e cuidadosa ao amanhecer. E me acorda com um cheiro de paixão, o olhar pequeno dizendo que adorar morar ao meu lado. Cogita até um beijo diante da nossa relação cordial que traz o cotidiano para dentro de nossos espaços. Me diz que quando lê meus versos, adora encontrar a si mesma neles. Diz que virou minha musa e que nunca mais quer se ver fora de meus pensamentos. Acredita que morar do outro lado da minha cama é o suficiente pra me fazer criadora dos seus sorrisos.
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